sexta-feira, 22 de novembro de 2019   
logo
Nossa Missão
A ABO-RJ é uma entidade com características técnico-científica, culturais, filantrópicas e sociais, constituída por número ilimitado de sócios cirurgiões-dentistas, acadêmicos de Odontologia e demais profissionais afins regularmente inscritos nos respectivos Conselhos.

:: Educação em Museus Como um Produto: Quem está comprando?
 
Pode-se classificar os produtos de um museu em dois grupos principais: o educativo e o comercial. O produto educativo se refere ao seu acervo, cujas peças históricas, convenientemente expostas, são um eficiente meio para contar história através de objetos reais.; à sua biblioteca de apoio, à disposição para consultas e os meios de comunicação do museu, que divulgam suas atividades e produção.

O produto comercial se refere ao espaço disponível para a propaganda do comércio (produtos ou instituições) e a venda de objetos e reproduções em suas lojas instaladas no museu.

Torna-se assim imperioso unir educação e comércio em um único objetivo, para que se consiga o que se pretende, ou seja: receber recursos financeiros sem prejudicar o motivo básico do museu-: educar através da história.

Esse produto pode ser adquirido pelos agentes das artes cênicas, por exemplo. (TV, Teatro, Cinema).

Recentemente, uma emissora de televisão levou ao público uma cena em que o personagem principal realizava uma extração dentária ambientada em 1810. O Museu Salles Cunha, no Rio de Janeiro, é um museu voltado à Odontologia, portanto tinha o produto para"vender":documentos, instrumentos, fotos e tudo o mais necessário à pesquisa do assunto. Permitiram,assim, levar ao ar uma imagem de como seria um ato tão traumático, na época em que a Família Real Portuguesa chegava ao Rio de Janeiro. Em algumas horas ficou ´pronto o projeto. Os cenaristas da emissora fizeram o resto.

Por outro lado, um museu oferece um espaço ideal para alojar propaganda discreta de qualquer produto comercial:
cartões de textos, objetos de sinalização interna, patrocínio de boletim informativo, verso de cartão de entrada, história de seus próprios produtos tradicionais etc.

Equilibradamentre colocadas, essas propagandas podem embelezar a exposição e dar um suporte à mensagem educativa ou explicadora do texto ali inserido sobre a peça.

Ainda recentememente, o Museu Salles Cunha participou de exposição em pequena Vila de Minas Gerais, que desenvolvia projeto sobre a história do local

O produto "vendido" foi o empréstimo de peças que existiram na região (motor a pedal, telefone de parede), confecção de textos padronizados em cartões do Museu e matéria para jornal e Internet. A uniformidade da exposição e a produção adequada dos textos deram a tônica educativa, pois havia mostra de produtos da região, trabalhos dos alunos do Grupo Escolar do local, peças do artesanato da Vila e seus motivos folclóricos.

As bibliotecas dos museus costumam ser subutilizadas, porque livros raros precisam de manipulação cuidadosa e não podem estar à disposição do público. Isto quer dizer que as pesquisas devem ser feitas por pessoal especializado do museu, se os assuntos não estiverem em disponibilidade na Internet. Configura-se assim como um produto do museu

Nota-se que, no Brasil, o comprador resiste por causa do baixo número de frequentadores de museus, não havendo um retorno razoavel do investimento feito.

Como conclusão, pode-se dizer que quem está comprando os produtos do museu é um público diferenciado por seus interesses individuais em aprender ou ser educado, como pessoas, escolas e universidades, e o que tem interesses financeiros na utilização do museu em promoção de seus produtos.

 Jornalista Responsável: Cíntia de Assis | Desenvolvimento: SR Informática | Realização: ABO-RJ Siga-nos no Facebook Facebook